Uma das obras que estudamos, nesta semana no âmbito do PNL, foi o "Grilo Verde" de António Mota.
Apresentamos algumas imagens e trabalhos baseados nesta obra, que achamos muito interessante. Pois, além de nos levar a recordar assuntos relacionados com o tema "animais" que estudamos em Estudo do Meio, levou-nos a tirar uma lição de comportamento acerca da "diferença".
Era uma vez um grilo verde da cor das alfaces repolhudas que cresciam num pequeno canteiro ao cimo da horta do Tio Manuel Liró. Em vez de cricrilar assobiava.
Os grilos que viviam por lá perto, como não eram verdes nem assobiavam, foram conta
r aos colegas que se localizavam por aquelas redondezas.
A notícia espalhou-se por toda a gente.
Os grilos pretos queriam prender o grilo verde por ele ser diferente.
Os grilos pretos acordaram o Tio Manuel Liró, pois, faziam grande algazarra ao tentar apanhar o grilo verde. O tio Manuel Liró ficou muito zangado e pegou na sachola para apanhar os grilos, cavou o feijoal, estragou os feijoeiros mas não conseguiu apanhá-los.
Entretanto, ao grilo verde nasceram duas asas da cor do fogo, voando por entre as nuvens do céu azul e escapou…
Resumo escrito por:Joana Catarina e Joana Cristina - 3ºano
Os grilos que viviam por lá perto, como não eram verdes nem assobiavam, foram conta
A notícia espalhou-se por toda a gente.
Os grilos pretos queriam prender o grilo verde por ele ser diferente.
Os grilos pretos acordaram o Tio Manuel Liró, pois, faziam grande algazarra ao tentar apanhar o grilo verde. O tio Manuel Liró ficou muito zangado e pegou na sachola para apanhar os grilos, cavou o feijoal, estragou os feijoeiros mas não conseguiu apanhá-los.
Entretanto, ao grilo verde nasceram duas asas da cor do fogo, voando por entre as nuvens do céu azul e escapou…
Resumo escrito por:Joana Catarina e Joana Cristina - 3ºano
O Tiago e a Cátia Daniela contaram a história "O grilo verde", acrescentando alguns pormenores próprios...
Certo dia, na horta do Tio Manuel Liró apareceu um grilo espantoso. Era tão verde como as alfaces repolhudas da horta. Em dias de sol e noites estreladas, os grilos ponham-se a assobiar.
Os grilos que viviam lá por perto eram pretos, só aquele era verde. Os grilos pretos ao verem o vizinho acharam-no esquisito.
Os grilos pretos foram logo contar de toca em toca, e de luar em luar.
Os grilos pretos perguntaram ao grilo verde:
- Porque é que tu és verde e nós somos pretos? Tu assobias e nos cricrilamos?
- Eu não sei, ide perguntar à vossa rainha Borralheira que ela deve saber.
A Borralheira ao saber disse-lhes:
-Porque é que, vós não o apanhastes?
Então a Borralheira disse aos grilos:
- Vamos escavar um buraco, o mais fundo que conseguirmos e prendê-lo lá. Mas os grilos pretos foram logo dizer-lhe:
- Foge se não nós apanhamos-te e irás connosco até ao buraco.
Ele fugiu rapidamente e quase que escapava, mas o grilo verde estava cada vez mais cercado e mais cansado.
O Tio Manuel Liró foi para a sombra da oliveira e começou a ler o jornal, primeiro as letras gordas, quando as leu virou a página e leu as letras pequenas. Os olhos do Tio Manuel Liró estavam a ficar cansados até que adormeceu à sombra da oliveira, dormiu a sua soneca.
O grilo verde ao chegar à horta viu o tio Manuel Liró a dormir, ele escondeu-se no bolso do tio Manuel Liró e então os grilos pretos não o viram.
Passado um bocado, a Borralheira teve uma ideia, e disse aos grilos pretos:
- Vamos começar a cricrilar e assim o tio Manuel Liró irá acordar.
- E se acontecer alguma coisa de mal? Disse um grilo preto.
A Borralheira respondeu:
- Não vai nada.
- Mas o tio Manuel Liró pode pôr-nos num frasco.
O tio Manuel Liró tornou a pegar no jornal para ler outra vez. Ele voltou a ler as letras gordas, virou a página e leu as letras pequenas. Quando o tio Manuel Liró ia virar para a outra página os olhos dele estavam cansados e acabou por adormecer debaixo da sombra da oliveira a sua soneca da tarde. Passado um bocado ouviu um grilo a assobiar e pensou alto:
- Um grilo outra vez! Mas este tem um ritmo muito bonito!
O Tio Manuel Liró não sabia onde estava o cantor. Olhou bem para a oliveira e viu um bicharoco numa folha a assobiar. O tio Manuel Liró viu com atenção e interrogou:
- Mas tu és verde e os outros grilos são pretos; tu assobias e os outros grilos cricrilam.
O tio Manuel Liró pôs-se a pensar:
- É melhor apanhá-lo para mostrar aos meus amigos, ou será que o deixo fugir?
Depois de pensar melhor, decidiu apanhá-lo. Mas, quando lhe ia lançar a mão, começaram-lhe a nascer asas da cor do fogo e o grilo verde, escapou a voar pelas nuvens e pelo céu azul…
Mas, passado algum tempo o grilo verde ficou sem asas e quase que caía num buraco dos grilos pretos.
A Borralheira, rainha dos grilos pretos, gritou:
- Vem aí o grilo verde vamos apanhá-lo e matá-lo!
O tio Manuel Liró ao aperceber-se do sucedido pegou numa enxada e matou todos os grilos pretos. O grilo verde saltou mesmo a tempo para a mão do tio Manuel Liró.
O tio Manuel Liró pô-lo num frasco. Todos os dias lhe dava alface bem fresca e verdinha para ele comer.
O tio Manuel Liró pegou no frasco e foi mostrá-lo aos seus amigos que viviam lá perto.
Os amigos do tio Manuel Liró ficaram todos espantados por ver um grilo verde e que assobiava.
Mas, certa vez, quando o tio Manuel Liró ia abrir a tampa do frasco o grilo verde fugiu e voou, voou pelo céu sem parar …
Passadas algumas horas, o grilo verde estava muito cansado e precisava de descansar, até que encontrou uma joaninha, uma borboleta e uma abelha que voavam muito contentes e descontraídas. O grilo verde perguntou-lhes:
- Sabem de algum sítio onde possa descansar e comer em segurança?
- Sabemos pois, segue-nos e poderás descansar, comer e beber o que quiseres.
Quando chegaram a um canto verdejante e florido de um belo jardim, o grilo verde comeu, bebeu o que quis e contou aos seus novos amigos as suas aventuras.
O grilo verde agradeceu aos seus novos amigos, a borboleta, a joaninha e a abelha e arranjou ali um lugar para viver longe dos grilos pretos e do tio Manuel Liró.
O grilo verde e os outros bichinhos viveram felizes para sempre.
O tio Manuel Liró também viveu feliz com os animais e plantas da sua horta.
Moral da história:
Nós devemos respeitar a diferença.O grilo verde era diferente mas merecia viver em liberdade como os grilos pretos.
Trabalho elaborado por: Cátia Daniela Dias Machado e Tiago Ferreira Silva baseado no texto: “O grilo Verde” de António Mota